Expectativa de alta nas vendas em bares e restaurantes na região

O pagamento do 13º salário deve reforçar o consumo fora do lar e impulsionar o faturamento de bares e restaurantes em Taubaté e região. No ano passado, a injeção prevista no mercado, pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), foi de R$ 321,4 bilhões — valor que deve ser ultrapassado este ano com o reajuste do salário mínimo para R$ 1.518 e o aumento no número de trabalhadores formais (cerca de 1,5 milhão de postos criados até agosto), de acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego.

Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), 81% dos empresários do setor esperam crescimento em 2025, muitos projetando alta mínima de 10% nas vendas de fim de ano em relação ao período anterior. Esse movimento, historicamente concentrado entre novembro e dezembro, deve beneficiar diretamente estabelecimentos da RM Vale do Paraíba e Litoral Norte.

Para o presidente do Sinhores (Sindicato Patronal dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares), Antonio Ferreira Junior, a combinação entre renda extra e alta demanda sazonal faz do fim do ano o período mais estratégico para o setor. “O 13º salário tem impacto direto no consumo fora do lar. As pessoas saem mais, fazem confraternizações, utilizam serviços de alimentação e lazer. No Vale do Paraíba, esse movimento é ainda mais forte porque temos uma base ampla de trabalhadores formais e um comércio muito ativo”, afirma.

Aumento no fluxo

Com a expectativa de crescimento, bares e restaurantes da região já reforçam equipes, ampliam horários e ajustam cardápios para atender à demanda típica das confraternizações corporativas, encontros familiares e eventos sociais de fim de ano.

Segundo o Sinhores, muitos estabelecimentos anteciparam contratações temporárias e revisaram estoques para evitar gargalos de operação. “A preparação começa cedo”, explica Ferreira Junior. “Os estabelecimentos estão contratando mais, treinando equipes e adaptando seus serviços. A meta é absorver o aumento de movimento sem perder qualidade, porque o fim de ano representa uma fatia relevante do faturamento anual.”

Embora as perspectivas sejam positivas, o setor ainda enfrenta desafios, especialmente a escassez de mão de obra qualificada — problema recorrente no Vale. Para o presidente, esse ponto exige atenção permanente. “Temos demanda crescente, mas a formação profissional não acompanha na mesma velocidade. Isso pressiona contratações e encarece custos operacionais, mesmo em períodos de maior faturamento”, observa.

O Sinhores aponta ainda que o impacto do 13º salário se concentra, sobretudo, em bairros e regiões de renda média, onde a propensão ao gasto imediato é maior. Estabelecimentos localizados em áreas de grande circulação, como corredores gastronômicos e centros comerciais de Taubaté São José e Jacareí, tendem ao maior fluxo até a semana do Natal.

Para Ferreira Junior, o cenário reforça o papel estratégico do setor no dinamismo econômico regional. “A alimentação fora do lar é um dos motores do comércio local. Quando a renda sobe, o reflexo é imediato. Este fim de ano deve ser positivo, e isso movimenta empregos, abastecimento, serviços e toda a cadeia produtiva”, conclui.


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